Pretérito mais que perfeito
15 de Julho de 2013

No dia 15 de Julho de 1965 estreou-se, em Nova Iorque, a obra coral “Chichester Psalms”, do compositor norte-americano Leonard Bernstein. O maestro foi o próprio compositor.

Na partitura, o compositor fez questão de mencionar que a parte de contra tenor pode ser cantada tanto por um contra tenor como por um rapaz soprano, mas nunca por uma mulher. Quis reforçar a ideia do significado litúrgico do “Salmo de David”, da bíblia hebraica, que devia ser ouvido como se fosse cantado pelo próprio jovem David.O texto foi composto por Bernstein, a partir dos salmos originais, em hebraico.
Esta obra foi escrita para o Festival das Catedrais do Sul, na Catedral de Chichester, em 1965. Foi encomendada pelo organista da catedral e pelo seu director. No entanto, a estreia da obra aconteceu em Nova Iorque, no dia 15 de Julho e só no dia 31 foi executada em Chichester.


Chichester Psalms, de Leonard Bernstein
Solistas do Coro de Rapazes de Viena
Coro da Juventude Vienense
Orquestra Filarmónica de Israel
Maestro: Leonard Bernstein
22 de Junho de 2013

No dia 22 de Junho de 1684, nasceu em Pistoia, Itália, Francesco Manfredini, um compositor do barroco italiano, do qual a maioria das composições foi destruída depois da sua morte, restando apenas 43 obras publicadas e alguns manuscritos.

No dia 22 de Junho de 1684, nasceu em Pistoia, Itália, Francesco Manfredini, um compositor do barroco italiano, do qual a maioria das composições foi destruída depois da sua morte, restando apenas 43 obras publicadas e alguns manuscritos.

Estudou violino com Giuseppe Torelli, em Bolonha, e teve aulas de composição com Giacomo Perti, mestre de capela da Basílica de S. Petronio. Embora tivesse composto muitas oratórias, só as suas obras seculares permanecem no reportório. Por volta de 1700, Manfredini ocupou o cargo de violinista na orquestra da Igreja do Santo Espírito, em Ferrara. Em 1704, regressou a Bolonha, onde trabalhou na Orquestra de S. Petronio.

No mesmo ano em que publicou as suas primeiras composições, Francesco Mafredini tornou-se membro da Academia Filarmónica. A partir de 1711 teve uma longa estadia no Mónaco, ao serviço do Príncipe Antonio I. Em 1718, já em Bolonha, publicou os concertos op. 3, nos. 1 a 12, para dois violinos e baixo contínuo, que dedicaria àquele monarca. Em 1727 regressou a Pistoia como mestre de capela na Catedral de S. Filipe, cargo que ocupou até que morreu, no dia 6 de Outubro de 1762.


Concerto para dois trompetes, cordas, cravo e órgão, em ré maior, de Francesco Manfredini
Agrupamento “I Solisti di Zagreb”
27 de Janeiro de 2012

No dia 27 de Janeiro de 1756 nasceu, em Salzburgo, o compositor Wolfgang Amadeus Mozart. Filho de uma família musical burguesa, começou a compor minuetos para cravo com a idade de cinco anos. Em 1763, com 12 anos, o pai levou-o numa viagem pela França e Inglaterra. Em Londres, Mozart conheceu Johann Christian Bach, o último filho de Johann Sebastian Bach, que exerceria grande influência nas suas primeiras obras. O período entre 1781 e 1786 foi um dos mais prolíficos da carreira de Mozart, com óperas, sonatas para piano, música de câmara e, principalmente, os concertos para piano. Em 1786, compôs a primeira ópera: “As bodas de Fígaro”. A ópera fracassou em Viena, mas fez um sucesso tão grande em Praga que Mozart recebeu a encomenda de uma nova ópera. Esta seria “Don Giovanni”, considerada, por muitos, a sua obra-prima. Mais uma vez, a obra não foi bem recebida em Viena.
Na primavera de 1791, um desconhecido encomendou-lhe um Requiem. Contudo, com a saúde cada vez mais enfraquecida, morreu antes de completar a obra. Há quem diga que o Requiem estaria a ser composto para ser tocado na sua própria missa de sétimo dia. A obra foi acabada por Franz Süssmayr, discípulo de Mozart. A sua saúde começou a deteriorar-se em Novembro. Atacado por febre reumática, veio a falecer, em Viena, na manhã do dia 5 de Dezembro de 1791. No dia 6 de Dezembro, às 15 horas, o seu corpo foi levado para a Igreja de Santo Estevão para uma cerimónia sem pompa, nem música. Süssmayr, Salieri e mais três pessoas acompanhavam o cortejo até às portas de Viena, porém o mau tempo fê-los voltar atrás. Mozart foi enterrado numa vala comum, no cemitério de São Marx, em Viena. Até hoje não se sabe ao certo o local exacto do seu túmulo.


“Lacrimosa”, do Requiem em ré menor, K. 626, de Mozart
Coro da Ópera de Viena
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Karl Böhm
15 de Janeiro de 2010

15/01/1890 Estreia, em S. Petersburgo, "A Bela Adormecida", de Tchaikovsky



No dia 15 de Janeiro de 1890, no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, realizou-se a estreia do bailado “A Bela Adormecida”.
Com música do compositor russo Tchaikovsky e coreografia de Marius Petipa, “A Bela Adormecida” é um ballet composto por um prólogo e três actos, baseado no conto de fadas, com o mesmo nome, do escritor francês Charles Perrault. Tchaikovsky escreveu a obra em 1888 e 1889. Ao contrário do que tinha acontecido com “O Lago dos Cisnes”, “A Bela Adormecida” foi um sucesso. A história anda à volta de uma princesa que é enfeitiçada para dormir até que um príncipe encantado a desperta com um beijo de amor.
O conhecido bailarino Rudolph Nureyev fez a sua estreia no Ocidente dançando “A Bela Adormecida”. A apresentação de reabertura do Royal Opera House, Convent Garden, em 1946, depois da Segunda Guerra Mundial, não foi uma ópera, mas sim o bailado “A Bela Adormecida”. O czar Alexandre III e a sua família assistiram ao ensaio geral. Ao sair, o czar limitou-se a afirmar que era muito lindo. Isto irritou Tchaikovsky, que estava à espera de uma reacção mais favorável.

Tchaikovsky-'Valsa' de 'A Bela Adormecida'










Orquestra Festival de Roma
Maestro-Claudio Bertolini




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13 de Janeiro de 2010


14/01/1900 Estreia de "Tosca", de Puccini, no Teatro Costanzi, em Roma







No dia 14 de Janeiro de 1900 estreou-se no Teatro Costanzi, em Roma, a ópera “Tosca”, de Giacomo Puccini.
Tosca é uma ópera em três actos, com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado na peça de mesmo nome de Victorien Sardou. Quando a ópera estreou, a atmosfera política na Itália era tensa, com muita agitação revolucionária de carácter socialista e anarquista contra a monarquia e a política reaccionária do rei Umberto I, que seria assassinado em Monza seis meses depois. A rainha e o primeiro-ministro assistiram à estreia, e por essa razão alguns temiam um ataque terrorista contra o teatro. Tosca era uma ópera profética do século que estava para começar. É uma ópera sangrenta, e este seria um século sangrento. Scarpia parece prenunciar Hitler, Stalin e outros ditadores. Quando Tosca salta para a morte, no momento final da ópera, parecemos ouvir o riso de Scarpia, vitorioso mesmo depois de morto.
Uma versão moderna da ópera, apresentada em Bregenz, na Áustria, faz parte de uma cena do vigésimo segundo filme de James Bond, Quantum of Solace. Na cena, James Bond escuta, em segredo, o encontro entre membros de uma organização terrorista e foge dos mesmos ao som da ária "Va, Tosca", no final do primeiro acto, cantada por Scarpia.
Puccini-"Va, Tosca", de "Tosca"

Barítono-Tito Gobbi
Coro e Orquestra do La Scala, de Milão
Maestro-Victor de Sabata
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13 de Janeiro de 2010


13/01/1945 Estreia da Sinfonia nº 5, de Prokofiev. O compositor dirigiu a Orquestra Filarmónica Estatal de Moscovo

No dia 13 de Janeiro de 1945 o compositor Sergei Prokofiev assumiu o papel de maestro e dirigiu a Orquestra Filarmónica do Estado de Moscovo, na estreia da sua Sinfonia nº 5.

Embora a Sinfonia nº 5, em si bemol menor, op. 100, de Prokofiev, seja, aparentemente, o resultado de um largo processo de acumulação e maturação de ideias musicais, o trabalho sobre a partitura propriamente dita não durou mais de um par de meses. Este trabalho foi realizado durante o Verão de 1944, numa casa em Ivanovo, para onde tinham sido evacuados vários compositores, por motivos de segurança, devido à guerra.

Segundo o biógrafo Henry Halbreich “a Quinta é a mais ambiciosa e a mais acabada das sete sinfonias de Prokofiev. O próprio compositor considerava-a a culminação de largos anos de actividade criadora. Assim, querendo destacar essa posição chave, atribuiu-lhe, deliberadamente, o significativo número de Opus 100”.

Esta sinfonía é a mais popular das sete que aparecem no catálogo de Prokofiev. Apesar do compositor a ter concebido, essencialmente, como “a expressão da grandeza do ser humano”, muitos viram nela uma página musical cheia de um sentimento de vitória. A estreia da obra coincidiu com uma importante vitória, por parte do exército soviético, sobre os nazis.

Anos mais tarde, quando a música de Prokofiev foi vítima da censura do regime de Stalin, a Quinta Sinfonia foi uma das suas poucas obras que não foi condenada. Na altura em que o maestro Serguei Koussevitzky a dirigiu, nos Estados Unidos, descreveu-a como uma das obras mais grandiosas da sua geração, interpretando-a duas vezes, em Nova Iorque, na mesma temporada.

Prokofiev-Sinfonia nº 5, op. 100, em si bemol maior
Orquestra Filarmónica de Los Angeles
Maestro-André Previn
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13 de Janeiro de 2010

13/01/1864 Morre Stephen Foster




No dia 13 de Janeiro de 1864 morreu, na miséria, um compositor norte-americano cujas canções continuam populares mais de 150 anos depois da sua morte. Falamos de Stephen Foster.
Stephen Collins Foster, nascido a 4 de Julho de 1826, é conhecido como “o pai da música americana”. De descendência irlandesa, nasceu em Lawrenceville, agora parte da cidade de Pittsburgh, na Pennsylvania e foi o mais novo de dez filhos de uma família de classe média, que cairia na pobreza, devido ao alcoolismo do pai. A sua educação incluiu uma breve passagem pela Universidade de Jefferson. Não se sabe se deixou a universidade voluntariamente ou se foi expulso. A verdade é que, um belo dia, saiu com um colega e nunca mais regressou.
Em 1846, Foster foi para Cincinnati trabalhar como guarda-livros na empresa do seu irmão. Foi então que começou a escrever algumas das suas canções. Tentou ganhar a vida como compositor profissional, mas ganhava muito pouco, devido à falta de leis de protecção aos direitos de autor. Vários editores publicavam as suas obras sem lhe pagar nada. Pela famosa canção “Oh, Susanna”, Foster recebeu 100 dólares.
Em 1860, Stephen Foster mudou-se para Nova Iorque. A partir daí, tudo correu mal. A qualidade das suas novas canções tinha piorado muito. Cada vez com menos dinheiro, foi viver para um hotel barato, na baixa de Manhattan. Após algum tempo ficou doente. Depois de 4 dias sem se poder levantar, devido a uma persistente febre, tentou chamar uma empregada do hotel, para o ajudar. Ao levantar-se, bateu com a cabeça no lavatório que se encontrava ao lado da cama e teve que ser levado para o hospital de Bellevue, onde veio a falecer três dias depois, a 13 de Janeiro de 1864. Na sua carteira encontraram 37 cêntimos.

Old Folks At Home

Violino-Jascha Heifetz
Piano-Milton Kaye

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12 de Janeiro de 2010


12/01/1894 Estreia, em Nova Iorque, do Quinteto op. 97, em mi bemol maior, para cordas, de Dvorák

No dia 12 de Janeiro de 1894, estreou-se, em Nova Iorque, o Quinteto op. 97, de Antonin Dvorak.

O Quinteto op. 97, em mi bemol maior, para cordas, conhecido como o Quinteto Americano, foi composto por Dvorak em Spillville, Iowa, onde tinha ido passar o Verão de 1893, com membros da comunidade checa. É um quinteto com viola, já que a partitura requer um quarteto de cordas, com uma viola extra. Levou pouco mais de um mês a compor, imediatamente depois de Dvorak ter composto o Quarteto para cordas, conhecido como o Quarteto Americano.

Tal como o Quarteto, o Quinteto op. 97 retrata fielmente o estilo boémio de Dvorak, com inspiração americana. Acabado de compor no dia 1 de Agosto de 1893, só veio a ser interpretado em público pela primeira vez no dia 12 de Janeiro do ano seguinte.

Dvorak-Quinteto op. 97, em mi bemol maior, para cordas (Final)
Vlach Quartet Prague
Viola-Ladislav Kyselak
publicado por António Filipe às 14:46 link do post
11 de Janeiro de 2010

11/01/1875 Nasce Reyngold Moritsevich Gliere

No dia 11 de Janeiro de 1875 nasceu em Kiev, na Rússia, o compositor, de ascendência alemã, Reinhold Glière.

Reinhold Moritsevich Glière entrou para a escola de música de Kiev em 1891 e, em 1894, deu entrada no Conservatório de Moscovo, onde estudou com Sergei Taneyev, Ippolitov-Ivanov e Anton Arensky, entre outros. Graduou-se em 1900, tendo composto uma ópera num só acto, ganhando uma medalha de ouro em composição. Entre 1905 e 1908 estudou direcção de orquestra em Berlim. Em 1913 foi nomeado professor na escola de música de Kiev que, pouco tempo depois, ascendeu à categoria de Conservatório. Um ano mais tarde, foi nomeado director daquela instituição.

Em 1920 Reinhold Glière foi nomeado professor do Conservatório de Moscovo. Entre os seus alunos figuram Prokofiev, Myaskovsky e Khachaturian. Glière é reconhecido por ter incorporado música folclórica da Rússia, Ucrânia e países vizinhos em várias das suas composições. O seu primeiro sucesso como compositor foi o Poema Sinfónico “As Sirenes”, escrito em 1908. Morreu em Moscovo no dia 23 de Junho de 1956.

Glière-'Dança do marinheiro russo' de 'A papoila vermelha',op.70

publicado por António Filipe às 14:24 link do post
08 de Janeiro de 2010


08/01/1998 Morre Michael Tippett

8 de Janeiro. Dia para prestarmos homenagem a um compositor inglês que, ao contrário de outros de que já aqui falámos, não foi talento precoce, nem compositor prolífico. Vamos falar de Michael Tippett.

Sir Michael Kemp Tippett nasceu em Londres no dia 2 de Janeiro de 1905. Só em 1923, já com 18 anos, ingressou no Royal College of Music, de Londres, e quando publicou as suas primeiras obras a sério já tinha mais de trinta anos. A música de Michael Tippett reflecte variadas influências: Beethoven e Stravinsky, além dos madrigais e do jazz. Na parte final da sua carreira interessou-se pela música rap e chegou a utilizar a guitarra eléctrica, nas óperas “The Knot Garden” e “The Ice Break”.

Ao longo da sua vida Michael Tippett empenhou-se na defesa das causas cívicas. Pacifista militante e com ideias políticas de esquerda, esteve preso durante 3 meses, em 1943, por se ter recusado a cumprir o serviço militar. A obra que lançou a sua carreira, a oratória “A Child of Our Time”, nasceu em resposta a importantes acontecimentos da altura, neste caso a perseguição dos judeus pelos nazis. Michael Tippett morreu no dia 8 de Janeiro de 1998.

Michael Tippett-'Danças Rituais' de 'The Midsummer Marriage'
Orquestra Sinfónica Escocesa da BBC
Maestro-George Hurst
publicado por António Filipe às 14:04 link do post
07 de Janeiro de 2010



07/01/1842 Estreia Stabat Mater, de Rossini, no Salle Ventadour, Paris

No dia 7 de Janeiro de 1842, realizou-se, no auditório Salle Ventadour, em Paris, a estreia de Stabat Mater, de Gioachino Rossini.

Devido ao facto de Rossini ter sido, principalmente, um compositor de óperas cómicas, as poucas obras religiosas que escreveu são, por vezes, criticadas como sendo menos sérias. Esta não era, certamente, a intenção de Rossini, apesar das fortes tendências operáticas, especialmente, no Stabat Mater. De início, Rossini compôs só algumas das 10 secções que integram a obra. Devido a dores nas costas, reais ou estratégicas (Rossini não estava muito motivado, a princípio), o resto foi composto por Giovanni Tadolini, de Bolonha. O Stabat Mater foi interpretado com esta forma, em Madrid, em 1832.

No entanto, antes da obra ser publicada, Rossini conseguiu voltar ao manuscrito e reescreveu as secções de Tadolini. O Stabat Mater foi estreado em 1842, na sua forma definitiva. O poeta alemão Heinrich Heine, depois de ter assistido à sua interpretação, escreveu que o teatro parecia um “vestíbulo do céu”. A audiência comoveu-se profundamente com a beleza sombria da abertura e foi arrebatada pelas belas melodias dos andamentos seguintes.

Rossini-Excerto de 'Stabat Mater'
Coro da Rádio da Holanda
Maestro-Martin Wright
Royal Concertgebowv Orchestra
Maestro-Riccardo Chailly
publicado por António Filipe às 13:42 link do post
06 de Janeiro de 2010



06/01/1863 Estreia, em Viena, a Sonata nº 3, em fá menor, para piano, de Brahms

No dia 6 de Janeiro de 1863, estreou, em Viena, a Sonata nº 3, op. 5, em fá menor, para piano, de Joahnnes Brahms.

A Sonata nº 3, para piano, foi composta por Brahms em 1853. Esta sonata, mais longa que o habitual, é composta por 5 andamentos, em vez dos tradicionais 3 ou 4. Na altura da sua composição foi considerada, por muitos, como tendo um estilo ultrapassado. Brahms, apaixonado pela música de Beethoven e pelo estilo clássico, escreveu a Sonata nº 3 com uma combinação genial do espírito romântico livre e da arquitectura clássica, mais restrita. Um bom testemunho da afinidade de Brahms com Beethoven é o facto desta sonata conter o motivo, imediatamente reconhecido, da 5ª Sinfonia de Beethoven.

Composta em Düsseldorf, a Sonata nº 3, em fá menor, para piano, marca o fim de um ciclo de 3 sonatas e foi apresentada a Robert Schumann, em Novembro de 1853, ano da sua composição. Foi a última obra que Brahms submeteu a Schumann, para comentar. Johannes Brahms tinha acabado de fazer 20 anos quando escreveu a Sonata nº 3, op. 5, em fá menor, para piano.
Brahms-Sonata nº 3, op. 5, em fá menor, para piano
Piano-Krystian Zimerman
publicado por António Filipe às 20:10 link do post
06 de Janeiro de 2010

06/01/1897 Estreia "La Boheme", de Puccini em Alexandria - Egipto

No dia 6 de Janeiro de 1897 estreou, em Alexandria, no Egipto, a ópera “La Bohème”, de Giacomo Puccini que, devido à humanidade das suas personagens e à sua partitura, se tornou numa das óperas mais famosas do compositor.
“La Bohème” é uma ópera em quatro actos com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado no livro de Henri Murger “Scènes de la vie de bohème”. A sua estreia absoluta realizou-se no Teatro Regio de Turim, a 1 de Fevereiro de 1896, sob a direcção de Arturo Toscanini. A história passa-se em Paris, por volta de 1830. La Bohème é um exemplo de uma ópera proletária. Até à época em que Puccini compôs La Bohème, quase todas as personagens de ópera tinham sido reis, príncipes, nobres, guerreiros, deuses ou heróis da mitologia grega. As personagens de La Bohème são intelectuais proletários que nem dinheiro têm para pagar a renda.
Assim como Violetta Valéry em “La Traviata”, de Verdi, a protagonista de “La Bohème” morre de tuberculose. Mas, ao contrário de Violetta, Mimì não é nenhuma cortesã dos salões elegantes de Paris, mas antes uma mulher pobre da periferia. Até ao sucesso de “Manon Lescaut”, o próprio Puccini conheceu grande pobreza. A vida boémia que Puccini vivia na época também era muito semelhante à das personagens de “La Bohème”.

Puccini-'O soave fanciulla' de 'La Bohème'

Tenor-Giuseppe di Stefano
Soprano-Maria Callas

publicado por António Filipe às 19:04 link do post
05 de Janeiro de 2010

05/01/1931 Nasce Alfred Brendel



No dia 5 de Janeiro de 1931 nasceu Alfred Brendel, que é reconhecido como um dos melhores pianistas clássicos da segunda metade do século XX.
Alfred Brendel nasceu na pequena comunidade de Wiesenberg, no Norte da Morávia (hoje, parte da República Checa), numa família onde não havia músicos. A família mudou-se para Zagreb e, posteriormente, para Graz quando Alfred tinha seis anos de idade. Lá residiram durante parte da Segunda Guerra Mundial e, quando tinha apenas 14 anos, Alfred Brendel foi enviado para a Jugoslávia para cavar trincheiras. Foi, contudo, afastado do trabalho devido a uma pneumonia e foi internado num hospital.
Durante a infância, Alfred Brendel teve algumas aulas de piano, mas somente de maneira informal e esporádica. Depois da guerra compôs algumas músicas, além de continuar a tocar piano e a pintar. Continuou sem ter lições formais de piano, até começar a estudar com Edwin Fischer e Eduard Steuermann. Apresentou-se em público pela primeira vez em Graz, aos 17 anos de idade. Em 1949 venceu a 4ª edição da competição de piano Ferruccio Busoni em Bolzano, na Itália e, no ano seguinte, foi para Viena.
Alfred Brendel gravou o seu primeiro disco aos 21 anos. Recentemente parou de tocar obras que requerem um grande esforço físico, devido a problemas de artrite. Em 2008 decidiu retirar-se dos palcos. Fez uma grande digressão pela Europa e deu o último concerto público a 18 de Dezembro, no Grande Auditório do Musikverein, em Viena de Áustria. Durante esta digressão tocou na Fundação Gulbenkian, no dia 30 de Novembro.

Liszt-Valsa esquecida nº 1, em fá sustenido maior

Piano-Alfred Brendel

publicado por António Filipe às 18:43 link do post
04 de Janeiro de 2010

04/01/1949 Nasce Margaret Marshall


No dia 4 de Janeiro de 1949 nasceu em Stirling, na Escócia, a soprano Margaret Marshall.

Margaret Ann Marshall estudou na Royal Scottish Academy of Music, em Glasgow e também teve lições de música com Edna Mitchell e Peter Pears, na Inglaterra e Hans Hotter, em Munique. Adquiriu fama internacional quando, em 1974, lhe foi atribuído o 1º prémio no Concurso Internacional de Munique. Seguiram-se concertos por toda a Europa e a estreia, em recital, no Wigmore Hall, em 1975.

Margaret Marshall aparece regularmente com a Royal Scottish National Orchestra e a Scottish Chamber Orchestra e tem trabalhado com quase todas as principais orquestras internacionais e com grandes maestros como Claudio Abbado, Daniel Barenboim, Carlo Maria Giulini, Bernard Haitink, Zubin Mehta e Riccardo Muti. Tem sido, também, convidada habitual no Festival de Salzburgo. Em Janeiro de 1999 foi-lhe atribuído o grau de Oficial do Império Britânico.

Johann Christian Bach-Salve Regina, em mi bemol maior (Início)
Soprano-Margaret Marshall
Orquestra Alemã dos Solistas do Barroco
Maestro-Rudolf Ewerhart
publicado por António Filipe às 17:25 link do post
01 de Janeiro de 2010

01/01-Concerto de Ano Novo


O Concerto de Ano Novo, realizado todos os anos no dia 1 de Janeiro pela Filarmónica de Viena é um concerto especial de música clássica que é apresentado no Grande Auditório do Musikverein em Viena de Áustria.
Este concerto realizou-se pela primeira vez em 1939, dirigido pelo maestro Clemens Krauss. Normalmente são tocadas doze peças, com uma duração de aproximadamente duas horas, com uma pausa de trinta minutos. O concerto inclui polkas, valsas e marchas. Acaba, tradicionalmente, com três encores. O primeiro é normalmente uma polka rápida (música tradicional austríaca), o segundo é a famosa valsa "Danúbio Azul", de Johann Strauss, em que, também segundo a tradição, os primeiros acordes são interrompidos com aplausos de reconhecimento da audiência, após o que o maestro e a orquestra endereçam, colectivamente, ao público os seus votos de Feliz Ano Novo. Segue-se então a interpretação do Danúbio Azul e o concerto encerra com a Marcha Radetzky. Durante a execução desta composição alegre e festiva, a audiência é convidada a participar, aplaudindo ao ritmo indicado pelo maestro, que se vira para o público.
A partir de 1980, as flores que decoram profusamente a sala são oferta da cidade de Sanremo, na Itália. Durante o concerto, algumas peças são acompanhadas por ballet, com a participação ao vivo ou gravada em diversos monumentos famosos da Áustria e partes do Musikverein, por dançarinos do Ballet da Ópera Estatal de Viena. O concerto é transmitido pela televisão desde 1991, com direcção de Brian Large, através da rede da Eurovisão, com uma audiência de cerca de mil milhões de pessoas em mais de cinquenta países.

Johann Strauss-Marcha Radetzky, op. 228
Concerto de Ano Novo de 1997, com a Orquestra Filarmónica de Viena
dirigida pelo maestro Riccardo Muti

publicado por António Filipe às 14:35 link do post
26 de Junho de 2007

 Este é o programa nº 100 do PmqP.
 E, nem de propósito, comemora-se hoje uma data muito especial: Faz hoje anos uma mulher que deu a Portugal a glória de um 1º lugar mundial.
 Guilhermina Suggia, ainda hoje considerada a maior violoncelista de sempre, pôs “de joelhos” os palcos e a crítica de todo o mundo nas primeiras décadas do séc. XX.
 Guilhermina Augusta Xavier de Medim Suggia nasceu em 27 de Junho de 1885, na freguesia de S. Nicolau, no Porto e morreu na noite de 30 de Julho de 1950, na sua casa da Rua da Alegria, 665, também no Porto.
 Em criança, tomou a decisão de ser a primeira violoncelista profissional.
 Tinha aprendido violoncelo com o pai, mas foi estudar para o mais conceituado conservatório da Europa (Leipzig), com uma bolsa concedida pela Rainha D. Amélia.
 Julius Klengel, célebre e exigente Professor, não hesitou em dizer que Guilhermina “cheia de talento, conhecedora de todos os segredos do violoncelo, começa a subir e há-de ir tão alto que ninguém a atingirá”.
 Cumpriu-se a profecia do distinto professor. Guilhermina Suggia passou a ser reconhecida como incomparável, adorada como exímia, venerada como sublime na arte do violoncelo.
 Aos 13 anos, Guilhermina tinha sido ouvida pelo grande Pablo Casals, que aceitou ser seu professor. Mais tarde Casals e Suggia passam a viver juntos. Reuniam-se como casal os dois expoentes máximos do violoncelo.
 Da grande violoncelista portuguesa conhecemos apenas, além dos antigos discos de 78 rotações, uma gravação em CD, actualmente esgotada em Portugal – e que o PmqP já encomendou, para uma próxima oportunidade.
 Por hoje, ouvimos interpretações de Pablo Casals, glória do violoncelo e companheiro de arte e da vida de Guilhermina Suggia.
.
* Giga, Vivace, da Suite n.1 em Sol M. BWV 1007, de J. S. Bach

publicado por António Filipe às 20:09 link do post
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